Mercedes-AMG Petronas
- Pos
- 4º
- Pts
- 79
4º no construtores · 79 pontos · 3º melhor carro George Russell 64 · Andrea Kimi Antonelli 15
O quadro
Vitórias: 0 · Pódios: 0 · Abandonos: 2 (Russell no Japão e em Ímola) · Melhor resultado: 5º (Russell, quatro vezes).
A história
Em 2025 a Mercedes terminou a temporada em 2º no construtores com 469 pontos. Em 2026, oito corridas dentro, tem 67 e é a quarta força — com o terceiro melhor carro do grid.
Essa é a frase inteira. Todo o resto é tentativa de explicá-la.
George Russell tem 52 pontos e dois abandonos. Ele não fez nada de errado — o melhor resultado da equipe no ano é o 5º lugar dele, repetido quatro vezes — mas 5º lugar é o teto de um carro que teoricamente deveria brigar por pódio toda semana. Em 2025 ele foi 4º no mundial com 319 pontos. Está no ritmo de terminar 2026 com menos da metade disso.
Andrea Kimi Antonelli é o problema maior, e o mais delicado. Segundo ano na Fórmula 1, 15 pontos, um 7º lugar em Miami como melhor resultado, e 14º em Mônaco no fim de semana em que um novato de Sauber foi 4º. Em 2025 ele fez 150 pontos e foi 7º no mundial. A curva de aprendizado apontou para baixo.
A sprint de Miami foi o momento em que a equipe parou de tratar isso como acerto de fim de semana: Russell 15º, Antonelli 14º, no mesmo sábado em que Tsunoda foi 5º e Medeiros foi 7º.
O plano de emergência
Brackley chegou a Mônaco com um pacote de correlação entre túnel de vento e pista — o eufemismo corporativo para “nossos dados estão mentindo”. Barcelona era o teste.
E o teste deu positivo na sexta-feira: George Russell fez o melhor tempo do TL2 (1:15.256) e Andrea Kimi Antonelli foi 3º (1:15.325), os dois no macio. Foi a primeira sessão de 2026 em que o 3º melhor carro do grid andou como 3º melhor carro do grid. Se isso se confirmar no sábado, a Mercedes deixa de ser a decepção da temporada e passa a ser a equipe que vai brigar por 5º a 8º lugar toda semana — ver R09 - GP da Espanha.